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Mosteiro da Virgem de Guadalupe

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Desde que foi feito bispo, em 1971, Dom Aldo Gerna desejava um mosteiro de vida contemplativa em sua diocese. Vários obstáculos o impediam de ver realizado esse sonho. Somente em 1992, depois de vários contatos frustrados, conseguiu uma resposta positiva da Madre Eugênia Teixeira, O.S.B. então abadessa do Mosteiro da Virgem, em Petrópolis. Dispondo ele de donativos obtidos na Europa, começou logo a construção do mosteiro, projeto arquitetônico de Claudio Pastro, em terreno doado pela Associação de Moradores Nova Esperança, ficando o mosteiro vizinho desta obra social que mantém mais de 500 crianças carentes, dando-lhes instrução, formação moral e espiritual, alimentação e treinamento profissional.

O Mosteiro da Virgem de Guadalupe foi fundado em 27 de fevereiro de 1994, com solene Celebração Eucarística, presidida por Dom Aldo Gerna, concelebrada pelos 4 bispos do Estado do Espírito Santo e 27 sacerdotes, com a presença de grande número de religiosas e uma multidão calculada em 3.000 pessoas; a celebração foi precedida por procissão que se iniciou na Associação Nova Esperança. Em seguida, houve a entrada na clausura das 8 monjas vindas de Petrópolis, tendo o povo fiel tido oportunidade de percorrer os claustros, acompanhado dos bispos e do clero.

Logo no 1º ano da fundação, entrou uma postulante, natural da cidade de São Mateus. Atualmente somos 7 monjas, duas professas temporárias e três noviças.

A Celebração Eucarística diária tem sido garantida por Dom Aldo, apesar da grande escassez de clero, sento a Missa cantada em gregoriano; todas as Horas Litúrgicas são também cantadas, alternando-se o gregoriano com melodias apropriadas para o vernáculo e algumas peças em polifonia.

A liturgia é preparada com muito zelo, pois as Irmãs estão bem conscientes de sua missão de orantes intercessoras e de que deve "ser belo o louvor ao nosso Deus"; elas se lembram de que é na presença do anjos que salmodiam, pois sua divisa é "In conspectu angelorum". O painel do artista plástico Claudio Pastro, no fundo do presbitério, ajuda a atualizar esta realidade.

A fidelidade ao silêncio, à lectio divina e à oração só a só com Deus é bastante valorizada, em vista da "oração contínua", e também o estudo: Sagrada Escritura, Teologia, Liturgia, Patrística, História e Espiritualidade Monástica, assim como canto e técnica vocal.

As Irmãs vivem com simplicidade o "ora et labora", e embora se esforçando por "viver do trabalho de suas mãos", com aconselha São Bento na Regra, são sustentadas pela bondade e generosidade dos moradores da cidade de São Mateus e de outros amigos de fora. Fazem pintura de ícones em madeira ou tela, colagem de ícones em madeira, tecelagem (estolas, caminhos de mesa, etc.) biscoitos suiços, terços e pequenos trabalhos artesanais, mas sua "lojinha" tem pouco movimento.

O mosteiro proporciona hospedagem, fora do recinto da clausura, para os que buscam espaço para retiro, recolhimento e encontros de pequenos grupos; acolhe também, nos parlatórios, os que vêm em busca de paz, de um a palavra de aconselhamento ou de oração. Todos são convidados a rezar com a comunidade monástica, que coloca em suas mãos o Livro dos Salmos, a fim de que participem da celebração da Liturgia das Horas. Participam também da espiritualidade beneditina os Oblatos - no momento são 20 -, que, pela Oblação, estão ligados ao mosteiro e pertencem à família monástica, permanecendo em sua vida familiar, profissional e social.

Estamos sem postulantes nem candidatas; contamos com a oração dos irmãos, irmãs e amigos, para que cresça o número dos que cantam em louvor da glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não só em nosso mosteiro, mas em toda a Ordem de São Bento.

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