O Que Há de Novo

Na tarde de hoje, dia 30 de
agosto de 2010, o Revmo. Sr. Arquiabade, Dom Emanuel d’Able do Amaral, OSB,
Presidente da Congregação Beneditina do Brasil, tendo ouvido o Capítulo
Conventual da Abadia de Nossa Senhora do Monserrate, no Rio de Janeiro, nomeou o
Revdo. Padre
DOM HENRIQUE DE GOUVÊA COELHO, OSB,
para o ofício de Prior
Administrador da mesma Abadia, pelo período de três anos, tendo-o ao mesmo tempo
instalado em sua nova função.
Unidos na caridade,
comunicam-vos
o Subprior e a Comunidade.
Prefeitura tomba capela no Alto da Boa Vista
Um decreto de
25 de julho passado do prefeito César Maia, determinou o tombamento
definitivo, a pedido do Mosteiro, da Capela São Gerardo, no Alto
da Boa Vista.
A Capela da
Casa de São Bento, antiga Cela São Gerardo, localiza-se à
Rua Ferreira de Almeida, 1, fazendo parte do conjunto arquitetônico
construído em 1905/1906 pelo Abade Dom Gerardo van Caloen, restaurador
da Congregação Beneditina do Brasil.
Junto à
Capela funcionou, de 1928 a 1938, a Escola Teológica da Congregação
Beneditina do Brasil, ou seja, foi local de estudo de todos os beneditinos
do Brasil. Posteriormente a Capela foi freqüentada por várias
gerações de alunos do Internato de São Bento, que
foi aberto no final da década de 30 e funcionou até 1970.Foi
freqüentada, enfim, por monges do Mosteiro do Rio, que ali residiam
ou passavam alguns dias, e por moradores do Alto da Boa Vista. Atualmente
o conjunto é destinado à realização de retiros
espirituais e encontros religiosos.
Em 1942 a Capela
foi reformada e recebeu um adro encimado por uma torre. A parte interna
foi toda decorada com pinturas murais representando a vida de São
Bento, além de outros temas religiosos. As pinturas foram realizadas
pelo Irmão Conrado Hodapp no chamado “estilo beuronense”, denominação
que vem do local em que nasceu, no final do século XIX, isto é,
a Abadia de Beuron, na Alemanha.
Em 1870 o monge
beneditino Dom Desiderio Lenz ali fundou uma escola de arte, cujo estilo
próprio pretendia eliminar o naturalismo característico
da arte daquele tempo. Com temas da arte egípcia e grega, o “estilo
beuronense”, caracteriza-se pelo traço hierático e litúrgico
de suas figuras. A arte pagã é, com este estilo, elevada
de forma a poder exprimir verdades eternas. É uma arte de beleza
clássica, rígida, com linhas puras, distintas, cujas figuras
traduzem respeito e atenção. É particularmente sacral,
a contemplação das pinturas conduzindo à oração,
à adoração, ao recolhimento. A arte beuronense desenvolveu-se
paralelamente ao renascimento litúrgico e à reforma do canto
gregoriano. No Brasil o estilo beuronense chegou juntamente com os monges
da Congregação de Beuron que vieram reformar os antigos mosteiros
beneditinos do país, que estavam agonizando em conseqüência
da política contrária aos religiosos do governo imperial,
notadamente o fechamento dos noviciados.
Atualmente apenas
na Capela de São Gerardo, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro,
na Igreja Abacial do Mosteiro de São Bento de São Paulo e
na Sala Capitular do Mosteiro de São Bento de Olinda são
encontrados exemplos do “estilo beuronense” no Brasil.
As pinturas
da Capela São Gerardo de fato são cópias de pinturas
existentes no Mosteiro de Beuron. O Irmão Conrado, autor das pinturas,
foi um Irmão converso alemão (nasceu em 1908, fez profissão
em 1930), que esteve num Mosteiro fundado por Beuron no Japão. Esteve
algum tempo no Rio de Janeiro, depois indo para São Paulo. Posteriormente
deixou a Ordem Beneditina. Faleceu já há vários anos.
Toda a Capela
está em precário estado de conservação e o
Mosteiro de São Bento deseja sua restauração. Acredita
que o tombamento junto ao Conselho Municipal de Proteção
do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro permitirá a captação
dos recursos necessários.
É o seguinte
o texto do Decreto No 23202, de 25 de julho de 2003, que determina o tombamento
definitivo da Capela São Gerardo, situada no Alto da Boa Vista:
“O Prefeito
da Cidade do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais,
tendo em vista o que consta no processo n. 12/003.587/2001 e considerando
o pedido voluntário de tombamento da Capela São Gerardo pelo
Mosteiro de São Bento, seu proprietário; considerando que
a Capela São Gerardo representa um marco referencial na arquitetura
carioca pela sua raridade e excepcionalidade no contexto da Cidade do Rio
de Janeiro; considerando o pronunciamento do Conselho Municipal de Proteção
do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro; DECRETA
Art. 1o. Fica tombada definitivamente,
nos termos do artigo 1o da Lei n. 166 de 27 de maio de 1980, a Capela São
Gerardo, situada na rua Ferreira de Almeida, 1, Alto da Boa Vista.
Art. 2o. Fica determinada como
área de entorno para proteção do bem mencionado no
Art. 1o o próprio terreno onde se situa o imóvel, incluindo
aí sua arborização.
Art. 3o. Quaisquer obras ou intervenções
na edificação citada no Art. 1o e em seu terreno deverão
ser previamente analisadas pelo Conselho Municipal de Proteção
do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.
Art. 4o. Este decreto entra em
vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 25 de julho de
2003 – 439o ano da fundação da Cidade.
CESAR MAIA.
A Casa de São
Bento (telefones 2326.5345 e 2238-1492) atualmente é utilizada em
parte pelos monges do Mosteiro de São Bento. É freqüentada
também pelos alunos do Colégio de São Bento. A parte
mais antiga, do antigo Internato, é local destinado a retiros e
encontros diversos, sendo alugado para grupos interessados. Possui dois
grandes dormitórios, neles cabendo cerca de 80 pessoas, e também
onze quartos individuais. Dom Gregório Pereira Lima, OSB, é
o monge responsável pela Casa (tel. 2291-7122).
Mosteiro do Rio de Janeiro deixa de ser Abadia Territorial
O Mosteiro de
São Bento do Rio de Janeiro (Abadia de Nossa Senhora do Monserrate)
desde julho passado não é mais Abadia Territorial,
ou seja uma Abadia equiparada a uma diocese. A Santa Sé, ao
que se informa, decidiu ir gradualmente diminuindo o número destas
Abadias, reduzindo-as a duas ou três. Pelo “Anuário Pontifício”de
2003 são apenas treze em todo o mundo, sendo que a única
no Continente americano era a do Rio de Janeiro. Em 1976, quando o Papa
Paulo VI publicou a Carta Apostólica “Catholica Ecclesia”, reformando
as Abadias “nullius dioceseos”, elas eram em número de 21.
O Mosteiro do
Rio de Janeiro, fundado em 1590, foi erigido em Abadia a 22 de agosto de
1596, passando a ser “nullius” (antiga denominação das Abadias
Territoriais) por Decreto da Sagrada Congregação Consistorial
de 15 de agosto de 1907, quando recebeu sob sua jurisdição
todo o vasto Território do Rio Branco (hoje Roraima). Em 1934 sairam
os monges de Rio Branco e o Mosteiro perdeu a sua condição
de “nullius”. Sem que os monges o solicitassem, o Papa Pio XII a 19 de
maio de 1948, através da Constituição Apostólica
“Decessor Noster”, voltou a conceder ao Mosteiro a condição
de Abadia “nullius”. Agora retornou à condição de
um mosteiro beneditino normal ou Abadia de regime.
Por decreto
de 6 de maio de 2003 a Congregação dos Bispos extinguiu a
territorialidade do Mosteiro e, ao mesmo tempo, o reintegrou na
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. No
dia 7 de julho passado foi executado referido decreto pelo Exmo. Sr. Arcebispo
Dom Eusébio Oscar Scheid, que recebeu subdelegação
para isto do Núncio Apostólico. Ele nesse dia realizou cordial
visita ao Mosteiro, em companhia do chanceler da Cúria, Padre Hélio
Pacheco Filho e do pároco da Paróquia de Santa Rita (a paróquia
em que está o Mosteiro), Padre Pedro Cunha Cruz, tomando parte de
sessão capitular dos monges.
Dom Roberto Lopes, OSB Abade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
Dom Roberto
nasceu em Guarapuava, Paraná, a 12 de fevereiro de 1954, mas desde
pequeno viveu em Santos. Em 1977 passou a residir em São Paulo.
Ingressou como postulante no Mosteiro de S. Bento de S. Paulo em 1979.
Foi dos fundadores do Mosteiro de Ponta Grossa em 1981, lá tendo
feito sua profissão temporária a 24 de novembro de
1984, três anos depois fazendo a profissão solene. Foi ordenado
sacerdote a 10 de dezembro de 1988.
De 1993 a 1995
residiu em Roma, aí ajudando a comunidade da Abadia de São
Paulo fora dos Muros e fazendo vários cursos de especialização:
Monástica, em Santo Anselmo; Espiritualidade no Theresianum; Teologia
da Vida Religiosa no Claretianum. Desempenhou diversos cargos no seu Mosteiro
de Ponta Grossa, salientando-se também como conferencista e pregador
de retiros. Em 2002 foi co-visitador do Mosteiro do Rio de Janeiro,
por ocasião da Visita Apostólica nele realizada pelo Abade
Presidente da Congregação.Este ano passou a integrar o grupo
de monges enviados pelo Mosteiro de Ponta Grossa para auxiliar o Mosteiro
de Egmont na Holanda, lá passando três mêses,
voltando ao Brasil ao ser nomeado Prior do Mosteiro do Rio de Janeiro. Em 13 de julho de 2004, Dom Roberto Lopes foi eleito Abade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. A Bênção Abacial foi feita pelo Emmo. Sr. Cardeal Eusébio Scheid, SCJ no dia 21 de agosto de 2004.
Faculdade de São Bento Rio de Janeiro
Histórico:
Anteriormente
conhecido como Escola Teológica da Congreção Beneditina
do Brasil, foi inaugurado em 1921, por deliberação do Capítulo
Geral do ano precedente, com aprovação da Santa Sé.
No ano de 1977
a Escola foi afiliada ao pontifício Ateneu de Santo Anselmo de Roma,
por decreto da Congregação para a Educação
Católica (prot. N 213/77/6), com direito de conferir o grau de bacharelado
em Teologia, sendo renovada a afiliação a cada dez anos com
decreto da Congregação para Educação Católica
de 17 de outubro de 1992 (port. N. 213/77/31).
Em 1999, por
decisão do Capítulo Geral da Congregação Beneditina
do Brasil, A Escola iniciou o processo de sua desvinculação
da referida Congregação, passando a ficar sob jurisdição
do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. E, a partir de 2002,
com aprovação do conselho abacial do Mosteiro de São
Bento, passou a se chamar Instituto de Filosofia e Teologia do Mosteiro
de São Bento do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo deu entrada no processo
de reconhecimento junto ao Ministério da Educação,
visando a oferecer aos estudantes que concluírem o curso o título
de bacharel em Filosofia e Teologia.
Autoridades Acadêmicas:
Reitor: D. Albert Schmidt OSB
Decano: D. Mark Sheridan OSB
Diretor:
Diretor-Assistente: D. Anselmo
Chagas de Paiva OSB
Responsável pela afiliação
junto a Santo Anselmo/Roma: D.Andreás Staldemann OSB
Canto Gregoriano:
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"Canto Gregoriano", o primeiro
CD executado pelo coro dos monges do Mosteiro de São Bento do Rio
de Janeiro, sob a direção de Dom Plácido Lopes de
Oliveira, OSB.
Com um variado
repertório de 26 músicas, várias delas tradicionais,
algumas inéditas na discografia gregoriana, como o Anúncio
do Natal, o Suscipe, me Domine (cantado no ritual da profissão dos
monges) e a Seqüência da festa de São Bento. |
Revista Coletânea:
A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro tem a alegria de comunicar o lançamento do primeiro
número de sua revista semestral de Filosofia e Teologia intitulada
Coletânea.
O objetivo da
Revista, cujo conteúdo vem distribuído em 144 páginas,
visa contribuir como instrumento de pesquisa nestes campos do saber, ao
mesmo tempo em que almeja promover e favorecer o intercâmbio acadêmico.
Assinatura anual
para 2009: R$ 40,00 (dois exemplares). Pagamento por meio de boleto bancário ou cartão de crédito.
Administração e
correspondência:
Rua D. Gerardo, 68 – Centro
Caixa postal 2666
CEP: 20001-970 – Rio de Janeiro
– RJ
Tel/fax: (21) 2206-8100 / 2263-5679
E-mail: lumen.Christi@osb.org.br
Última revisão: 01/01/2004
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